Descrição
Em uma aventura pelos caminhos íngremes da, sempre humana, busca, o autor, ao mesmo tempo em que expõe sua cosmovisão, introduz seus leitores, apresentando, como nas corridas, pistas, pontos de apoio, a partir dos quais encontrar o próprio desejo, clímax anterior à ação, ação, então, impossível de evitar.
Ao nascer, o ser humano traz, em essência, a tarefa a realizar. Co-criador do universo, o ser humano, pensado assim, é causa e efeito de sua postura perante os fatos que interpreta como sua realidade. De modo que, ao tomar consciência de seu desejo, influencia a realidade, mais do que deixar-se moldar por ela. O segredo não está na razão, é magia. A felicidade do fazer, na aventura que se escolheu dentre as muitas aventuras que habitam o coração, é o alimento para
o caminhante, e a visão que se tem do tesouro é a bússola para o caminho. Não há lugar para ir, para realizar sua razão de ser. O lugar é o próprio caminho, o fazer. E… não há aventura feliz possível se a alegria não for o cajado do caminhante. Assim, percorremos os ensinamentos do deserto, da experiência dos homens das areias — os das caravanas e os do sol — eles que fundam a possibilidade de vida em todo recanto do universo, ao superar as dificuldades máximas e ser felizes: amar, viver bem, respeitar as leis criadas por seu entorno para conviver melhor uns com os outros, e recriar os ensinamentos dos ancestrais. A magia não está em nenhum mestre, mas no desafio de trabalhar sobre e contra si mesmo. O desafio é contra si próprio. Qualquer desafio, portanto, é tão válido quanto outro.
Encontrar o dragão, então, não significa outra coisa senão caçar seus medos e vencer os obstáculos que impedem alcançar nossa contribuição ao universo. Não há outro SENHOR que o DESEJO, nem outro MESTRE que a VIDA; no entanto, quem deseja pode aproximar‑se daqueles que, como você, escolheram o caminho da sabedoria, e, se cumprir as condições de benevolência e de realização daquilo que você desejou, siga‑os. Quanto mais idosos, melhor, pois mais caminho percorreram. Esses, homens ou mulheres, sábios, que estão ao seu lado, e com quem você convive embora
não os reconheça, podem guiá‑lo. Contudo, o caminho não é fácil; eles ficarão felizes em vê‑lo voar com suas próprias asas, e se você pretender ficar ao lado deles, expulsar‑ão você.
Os ensinamentos da sabedoria dos homens do sol, portanto, são entoados para
nós, desde o oásis Dar Al‑Rahman pelo seu autor Alain Houel em seu texto Tratado
de Melquisedeque.
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